Valorização dos Ambientes de Trabalho

É curioso como o ser humano sente diferenças em seu comportamento quando troca de ambiente de trabalho, ainda que dentro da mesma Empresa.

Escrevo este artigo baseado em uma recente experiência própria, onde, por força das circunstâncias, tive (tenho) que atuar em ambiente completamente diferente daquele que estou acostumado em meu dia a dia.
Neste caso em especial, a experiência relatada é baseada na troca de ambiente de escritório – voltado à administração da qualidade, sistemas e outros – pela área operacional, onde a correria, de certa forma, é muito maior e o desenrolar das atividades têm critérios e finais diferentes do que estou habituado.

Cabe comentar que o primeiro sentimento que nos toma em mudanças desse tipo é, sem duvida, e deixando o orgulho de lado, a “insegurança”. Por mais que a nossa “personalidade” busque transparecer que temos competência para fazer o “esperado”, auxiliar em atividades que temos habilidade etc., sempre existem diversos “medos” que fazem parte do nosso “EU”. Entre eles podemos citar: o receio em deixar a família, a expectativa de como seremos recebidos, a estranha sensação de estar começando de novo, o entrosamento com os novos companheiros de trabalho, as diferenças físicas nos ambientes que ficaremos – trabalho e descanso – os resultados que iremos obter, a resistência de pessoas a nossa presença, a diferença em nossa maneira de pensar e agir em relação aos problemas e muitos outros.

Deixando estes pontos de lado – no sentido de enfrentá-los - e falando da necessidade de aceitação de desafios, visto que isto nos faz crescer pessoal, profissional e espiritualmente, é importante trabalhar estas situações que nos são colocadas para que consigamos transformá-las de “ameaças” em “oportunidades”.

O primeiro dia é difícil, tudo é muito diferente, mas aos poucos a vontade de adquirir novos conhecimentos e principalmente, a conscientização - neste caso – que o novo ambiente faz parte da mesma Empresa e, portanto, o que mudou foi apenas o campo de batalha, no melhor dos sentidos, ajuda a trocar o cansaço físico e a ansiedade pela agradável sensação de estar “aprendendo a aprender”, expressão inclusive muito usada por diversos autores em metodologia científica.
A partir deste momento as coisas se tornam mais fáceis, a autoconfiança e a auto motivação aumentam e, apesar de dificuldades aparecerem a cada dia, o espírito de trabalho em equipe auxilia no sentido de todos perceberem que o “barco” é um só e ninguém deve ser cobrado isoladamente e sim o “grupo”, tendo em vista que a competência individual é indispensável, mas o comprometimento coletivo é que faz realmente as coisas acontecerem.

Valorizar o ambiente em que trabalhamos é uma das chaves de nosso sucesso, independente da área e local em que estejamos atuando na Empresa, somos todos importantes, não somente por que a mídia e muitos autores consideram atualmente “os recursos humanos” como sendo os mais relevantes, mas, acima de tudo, pelo entendimento e dedicação que cada um deve ter em relação à necessidade de cumprimento de sua verdadeira missão dentro da Empresa.

Agostinho dos Santos Jr.

Consultor e Facilitador da ASJ Consultoria e Treinamento