Ganhar dinheiro não é pecado!
Sinceramente, quando escolhi o tema acima para escrever este artigo não tinha a menor idéia de como colocar no “papel” os diversos sentimentos que tenho a respeito, mas, baseado no que tenho aprendido com muitas pessoas nos ambientes onde freqüento, me senti seguro o suficiente para mais este desafio.
É um tema realmente difícil de ser abordado e, por conta disso, saliento de início que a intenção não é me colocar, em momento algum, como dono da verdade, mas sim expressar de forma transparente a minha maneira de perceber como podemos ganhar dinheiro sem que o nosso comportamento seja deformado.
Em primeiro lugar, como católico praticante, com o devido respeito a todas as denominações religiosas, tendo em vista que partilho minha vida pessoal e profissional com grandes amigos de diferentes doutrinas, parto do princípio que todos os dons que tenho me foram dados por Deus, nada foi desenvolvido por mim sem a intervenção divina.
Calma! Se você leu este trecho e achou que o artigo vai ser puramente religioso, esta não é a intenção, mas por outro lado, não há como falar de trabalho e dinheiro sem reconhecer que somente a nossa parte humana é pobre e mesquinha para obtê-los da forma correta.
Retomando e partindo do princípio de que a concorrência entre as empresas é uma realidade, assim como entre os profissionais, é necessário reconhecer que a busca pelos estudos e a necessidade de nos especializarmos é cada dia maior.
Aliado a estes quesitos, vale colocar que a “missão, visão e valores da empresa e dos colaboradores” são pontos muito utilizados na atualidade para traduzir ao público, interno e externo, o que nós e a empresa somos e o que pretendemos ser. Particularmente, em meus treinamentos, tenho um carinho especial por estes itens, visto que para aprendermos a trabalhar e termos resultados satisfatórios, fugindo no momento das famosas “metas”, é imprescindível que nos seja colocado: o que esperam de nós, qual a posição da empresa e dos colaboradores na atualidade e qual a expectativa para os próximos anos e, finalmente, que tipo de conduta usaremos juntos para atingir os objetivos.
Não desprezando as crises e todas as dificuldades existentes nos diversos segmentos de mercado, os itens acima compõem excelente alicerce para que, com muito afinco e dedicação, além de matérias primas, mão de obra, tecnologia, investimentos, infra-estrutura de qualidade etc. dêem origem ao buscado lucro e conseqüente partilha dos resultados com os colaboradores.
Você deve estar pensando: até parece que é tão fácil assim!
Realmente, o grau de dificuldade em cada um dos itens colocados é imenso, principalmente no que diz respeito ao “afinco e dedicação”, uma vez que depende da motivação e auto-estima de cada “ser humano” envolvido neste contexto.
Focando mais diretamente o tema deste artigo, todo este esforço que é feito por muitos de nós deve ser reconhecido não somente pelo pagamento realizado no final do mês ou, no caso dos profissionais liberais, pela somatória dos valores ganhos e bens comprados, mas sim do nível de satisfação que todos os clientes sentem ao adquirir um produto ou serviço em que tivemos uma participação efetiva.
Percebam caros leitores, ganhar dinheiro não é pecado quando realmente fazemos aquilo a que nos propusemos a fazer com muito amor, carinho, pensando naquele cliente, paciente, freguês do seu produto ou serviço, como se fosse único e toda a sua necessidade e expectativa dependesse de você e/ou de sua empresa.
Caso contrário, quando alguém, mesmo sem querer, valoriza muito mais o EU do que o NÓS, todo o trabalho individual e em equipe é prejudicado e os resultados, mesmo que positivos inicialmente, tendem a ser comprometidos, por que somente quando a relação “ganha-ganha” prevalece entre as partes é que realmente o dinheiro tem o seu verdadeiro valor.
Grande abraço a todos.
Agostinho dos Santos Jr.
ASJ Consultoria e Treinamento